sábado, 30 de novembro de 2013

Conto perverso - EPÍLOGO

“Deus meu, será que fui tão ruim assim, que meu castigo agora não tem fim? E daí que bebi tudo e mais um pouco? E daí que tive tantas mulheres? Elas é que me queriam , isto sim! Era só eu chegar e pronto, lá vinham elas.
E essa idiota da Santa, que mais parece uma tarada louca que não me dá sossego! Ai, meu Deus, leve-me de uma vez, eu te imploro!

Eu não posso enxergar, mas conheço bem o barulho que ela faz. E não sei que maldição é essa, que ele fica duro assim, quando ela vem pra perto. E como dói. Ai, meu Deus, como dói! Chega eu choro, mas não adianta  nada, porque essa burra, idiota acha que eu tô vibrando, mas eu tô é gritando de dor. Pelo amor de Deus, alguém me ajude! E quando ele fica duro e começa a queimar, essa dor queima até nas costas, e os braços e as pernas começam a ter tanta câimbra que eu choro, e essa diaba me lambe o choro achando que eu tô gozando. Gozando! Pode, meu Senhor? Gozando! Eu quero gargalhar de tanta graça que eu acho dessa idiotice, mas eu também não consigo. Eu não consigo nada. Só consigo ficar com essa coisa dura assim. E doendo. Ai, meu Deus! Amanheceu! E ela já vai acordar, vai pro banheiro, depois vem pra cá com aquele perfume, e vai começar tudo de novo. Será que se eu aprendesse a rezar, e rezasse muito, eu morreria? Será?

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