sábado, 9 de novembro de 2013

Não consigo te falar

O que será, de fato, que me ocorre quando quero te falar todas estas coisas e não consigo?
Que tipo de coisa me acontece que fico mudo, achando que é inútil falar?
Fico alternando entre o que sei e aquilo que poderia ser talvez; ou mesmo o que já foi um dia e perdeu a vez na fila das nossas perturbações.
Isto. Perturbações e nada mais.
Aquelas que nos atormentam em todas as horas,
fustigando nossa mente e atrapalhando o coração,
que misturam às ilusões o pouco que temos coragem de realmente ser,
distorcendo tudo enfim, com a única e eterna capacidade que temos
de viver a serviço daquela criança terrível que habita o mais profundo recôndito do nosso ser, e de lá nos rege incólume, com a batuta em riste, frenética, ditando os compassos da nossa existência.
E ficamos assim, à mercê de desejos infantis,
buscando compensações tolas, que nos põe à deriva, sem rumo,
numa repetida e monótona dança de um só passo,
nos mantendo sempre no mesmo lugar,
sem crescer um mínimo,
e nos deixando cada vez menores.


Por hoje está bom de falar com o meu espelho.

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